numa nova caminhada longa pelas ruas e vielas da minha desinteressante polis cruzei-me com um velhote numa cadeira de rodas motorizada que rolava uma par de metros à minha frente.
envergava um rosto severo e cansado como que adivinhando já ter visto tudo no mundo.
trazia nas costas duas bengalas perfeitamente alinhadas e ajustadas numa espécie de alforje, especificamente preparado para o efeito, não pude deixar de imaginá-lo como uma espécie de ronin sem destino vageando em busca de um siginificado.
até que reparei que um dos pneus da cadeira estava furado o que colocava a cadeira num quase desequilíbrio precário e que, de uma forma bruta, retirou qualquer dignidade que eu tivesse projectado sobre a imagem do ansião.
continuei a andar
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