nova marcha longa marcada pelo frio e pela torrente de chuva
sou todo água, tonturas e desequilíbrios
estou gelado e debaixo de um torpor estranhamente confortável
vi pequenas maravilhas e trouxe um tesouro
um tubarão empedrado
arte bruta rodeada de anjos e pequenas árvores retorcidas
um caminho de portas multicolores
convidando à entrada para um qualquer lugar,
se eu fosse o seu vampiro...
um chafariz que atacava os céus furiosamente tentando devolver a água que de lá pendia
uma cidade vazia, votada à solidão
um palacete mandarim repleto das mesmas maravilhas de sempre
quase que vi neve, uma miragem, no local mais improvável
e apeteceu-me chorar
por não poder,
não conseguir partilhar o momento
...
procuro recuperar o folego
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