passei a noite na varanda, ao frio, para escapar ao sono e às várias capas negras que este esconde.
pele arrepiada vislumbrando o brilho páleo das estrelas entremeando por entre fiapos de núvens escuras.
não reconheço o que vejo e isso dá-me uma nova perspectiva e uma vertigem de sabor adocicado
de quando em vez, as pálpebras apelam novamente ao quente refúgio da noite e tremo de pensar em sonhar
a última vez que o fiz desfiz-me em rocha e água ardente
invisto o meu tronco nú ao ar gélido da noite e sinto a dormência afastar-se durante mais um pouco e permito-me mais uns momentos de tranquilidade
mas sei, que mais tarde ou mais cedo...
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