é com estranheza que lhe toco
uma superfície, uma pele, que até agora era tão familiar
é assim que me identifico com o mundo, através do toque
perder o contacto, faz perder a sensação nos dedos
e tudo parece adormecer
reage com rudeza, a rocha, fere ao toque
e vejo-me, constantemente, a evitar repousar nela a mão
embora (secretamente) não deseje outra coisa
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