querido diário,
esta é a minha última entrada neste blogue
pois não tenho mais razões para continuar a fazê-lo
pois hoje despedi-me
definitivamente
de Tânia, Morwen, Raphaella e Namaryë
a minha alegria de viver
definitivamente
de Tânia, Morwen, Raphaella e Namaryë
a minha alegria de viver
após um dia maravilhoso de partilha e carinho
perante a possibilidade, ainda, de ver o sonho concretizado
diante de um mar grave e revolto
coberto de gaivotas, de chuva e da prata vianense
perante a possibilidade, ainda, de ver o sonho concretizado
diante de um mar grave e revolto
coberto de gaivotas, de chuva e da prata vianense
num dia pelo qual lhe ficarei eternamente grato
dei à troca a minha felicidade pela dela
vivo amargamente o peso da decisão
já pressinto a escuridão a apressar-se no meu encalço
e o clamor silencioso de um coração interrompido
e o clamor silencioso de um coração interrompido
mas não me arrependo de fazer nela a minha aposta
e conceder-lhe a paz que precisa e merece
e a vida que tanto deseja
deixei-lhe o fardo da responsabilidade
deixou-me a promessa de cuidar de si e da sua vida
prometeu não me esquecer
prometeu falar comigo se necessitasse
e não esquecer nunca o que é importante
(a frase mais pétrea da nossa partilha)
naquele derradeiro momento
perfeito
quase perfeito
em que o tempo parou
em que o início
se encontrou com o fim
(um momento singular)
em que as vozes do mundo se calaram
em que apenas os dois existiamos
em que a senti novamente comigo
acabamos derrotados uma vez mais pelo 'mesmo sentimento'
lutei até ao último segundo
sempre com a esperança
sempre com o coração em mãos
sempre com a minha certeza
lutei até ao último segundo
sempre com a esperança
sempre com o coração em mãos
sempre com a minha certeza
apesar do seu vacilar
apesar de me afirmar o seu amor
apesar de um conjunto arrebatador
de beijos, para ambos, desesperados
apesar de eu sentir que ela se traiu na decisão
apesar de achar que ela se encontra perdida
apesar de ela não saber o que fazer
apesar de ela não saber como lutar
apesar do tremor nas nossas mãos
apesar do toque suave dos seus dedos
apesar da tremenda força dos nossos abraços
apesar de me afirmar o seu amor
apesar de um conjunto arrebatador
de beijos, para ambos, desesperados
apesar de eu sentir que ela se traiu na decisão
apesar de achar que ela se encontra perdida
apesar de ela não saber o que fazer
apesar de ela não saber como lutar
apesar do tremor nas nossas mãos
apesar do toque suave dos seus dedos
apesar da tremenda força dos nossos abraços
apesar de uma ternura doce como não tinha ainda sentido
"perdoa-me por tudo, amor, perdoa as minhas fraquezas...
perdoa-me também por este último post
esta última tentativa de chegar até ti..."
mas
no entanto
"não esqueças nunca que vacilaste,
não esqueças que permaneceu a dúvida
não esqueças a forma como os nossos corpos
se identificaram na praia
não esqueças o que sentiste quando dormitavas no meu colo
não esqueças a voracidade
e a tentação latente nos nossos beijos"
estou perdido de amores e já não me encontro
pois não sei viver sem ela
relembro com grande carinho o seu último olhar
e o leve e gentil beijo lançado e o acenar de mão
antes de virar as costas
e partir
deixo-me banhar em lágrimas de saudosa inspiração
e sinto o coração pequenino apertar-me no peito
e grito aos céus o meu desencanto com o destino
"porque é que algo tão certo
pode ser tão errado?"
"mas... como podes partir quando me amas?"
"detestar-te? como? se por ti me deixo definhar
me disponho a morrer de amor?"
"perdoa-me por tudo, amor, perdoa as minhas fraquezas...
perdoa-me também por este último post
esta última tentativa de chegar até ti..."
mas
no entanto
"não esqueças nunca que vacilaste,
não esqueças que permaneceu a dúvida
não esqueças a forma como os nossos corpos
se identificaram na praia
não esqueças o que sentiste quando dormitavas no meu colo
não esqueças a voracidade
e a tentação latente nos nossos beijos"
estou perdido de amores e já não me encontro
pois não sei viver sem ela
relembro com grande carinho o seu último olhar
e o leve e gentil beijo lançado e o acenar de mão
antes de virar as costas
e partir
deixo-me banhar em lágrimas de saudosa inspiração
e sinto o coração pequenino apertar-me no peito
e grito aos céus o meu desencanto com o destino
"porque é que algo tão certo
pode ser tão errado?"
"mas... como podes partir quando me amas?"
"detestar-te? como? se por ti me deixo definhar
me disponho a morrer de amor?"
prometi afastar-me
e manter o batimento cardíaco
promessa fraca para quem deixou de ter vislumbre
da vida desejada e neste fragmento glorioso de tempo alcançada
e manter o batimento cardíaco
promessa fraca para quem deixou de ter vislumbre
da vida desejada e neste fragmento glorioso de tempo alcançada
hoje senti-me nobre e pobre simultaneamente
e recuperei alguma da estatura que havia perdido
nas humildes e constantes humilhações e vergonhas
a que me sujeitei
a que me sujeitei
e a sujeitei
na procura do regresso do seu amor
por tudo lamento, por tudo me entrego triste e resignado
irei tentar o impossível
pois sei que enquanto o meu coração bater
serei dela
e o amor por si
sempre intocado
passei a noite em branco
e já me sinto mergulhar no abismo
escrevendo e reescrevendo
tentando manter-me agarrado
a ela,
em delírio,
ao meu amor
neste último intento de...
por saber que terei que, pelo menos, tentar a farsa
enterrar e procurar deixar cair no esquecimento
todo o prazer, a alegria e a paixão
que determinaram os últimos três anos
os melhores anos da minha vida
...pobre vida
"não esqueças! não importa o que aconteça
e as asneiras que faça,
nunca, nunca penses mal de mim"
por tudo lamento, por tudo me entrego triste e resignado
irei tentar o impossível
pois sei que enquanto o meu coração bater
serei dela
e o amor por si
sempre intocado
passei a noite em branco
e já me sinto mergulhar no abismo
escrevendo e reescrevendo
tentando manter-me agarrado
a ela,
em delírio,
ao meu amor
neste último intento de...
por saber que terei que, pelo menos, tentar a farsa
enterrar e procurar deixar cair no esquecimento
todo o prazer, a alegria e a paixão
que determinaram os últimos três anos
os melhores anos da minha vida
...pobre vida
"não esqueças! não importa o que aconteça
e as asneiras que faça,
nunca, nunca penses mal de mim"
agora estou
eu
aqui
cego para ti
sem acesso
sem amparo
sem saber
sem notícias
sem ti...
sozinho
olhando o vazio
contemplando
o nada que me resta pela frente
e sei,
completamente
- eu não aguento mais :'( -
- eu não aguento mais :'( -
sei
que hoje
disse
adeus
ao Amor da Minha Vida

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